Arquivo | Fevereiro, 2014

A ORIGEM DO CARNAVAL E A FESTA À PORTUGUESA

27 Fev

O Carnaval visita-nos todos os anos independentemente do nosso espírito mais ou menos folião. Saberão todos aqueles que brincam e se divertem da verdadeira origem destas festividades? Tristezas não pagam dívidas e a palavra de ordem é a diversão sob o lema de que é Carnaval, ninguém leva a mal!

Desta feita, para os mais curiosos ficam aqui algumas ideias sobre a origem do Carnaval…

O termo “Carnem levare ou carnelevarium” aparece nos séculos XI e XII, como véspera da quarta-feira de cinzas, altura em que começava a abstinência de carne, durante 40 dias, aos olhos da Igreja. Viria a ser a reunião de diversas festividades antes da Quaresma!

Todavia, já desde a Antiguidade há registos da celebração pelos Egípcios, numa homenagem à deusa Ísis e ao Touro Ápis. Os Gregos celebravam o regresso da Primavera e o renascer da Natureza.

Em todos os casos a festa estava associada a fenómenos astronómicos e a ciclos naturais, caracterizada por divertimentos públicos, bailes de máscaras, muitas vezes simbolizando a inexistência de classes sociais.

O Carnaval cristão é oficializado pela Igreja Católica no século VI ainda que com a imposição de cerimónias oficiais para moderar um pouco as brincadeiras.

Com o Concílio de Trento, em 1545, o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua e, a partir de 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas para a celebração do Carnaval. Porém, o motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa.

No Brasil há registos a partir de 1723, onde a principal diversão consistia em atirar água a quem passasse. O primeiro baile data de 1840.

Só em 1855 surgem clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. A primeira teve o seu início em 1928.

E como é por terras lusas? Uma festa!

No nosso país, as tradições do Carnaval são um misto de religiosidade e paganismo. Se o tempo é de preparação para a Quaresma, os rituais pagãos diretamente ligados a celebrações da Natureza também se fazem sentir. Festeja-se a morte das colheitas antigas e o germinar das novas.
Seja como for, a festa é uma constante, variando apenas as formas de manifestação.

Enraizadas no folclore português estão as máscaras com as quais qualquer transformação é possível. A sua origem encontra-se nos antigos rituais pagãos do culto dos mortos em que se acreditava que os espíritos deviam tomar a forma humana. Para a sua personificação, alguém trajava de branco e usava uma máscara.

Em Macedo de Cavaleiros pulam os Caretos com chocalhos num barulho assustador, implicando com as moças solteiras.

Em pleno Alentejo, na Amareleja, há tradições que se têm vindo a perder. Os “entrouxados” passeiam-se em pouco número pela vila com semanas de antecedência, atirando para dentro das casas através das janelas abertas, pedras muito quentes que escaldam as mãos de quem as tentar apanhar de seguida. Azar de quem deixar a casa a arejar nestes dias. As “caqueiradas” são outra modalidade das janelas abertas. Velhos potes de barro cheios de terra, cinza ou até excrementos de animais voam para dentro das casas deixando imundo os locais onde “aterram”. Será uma espécie de antepassado das bombinhas de mau cheiro?

Em Loulé, conhecidas são as batalhas de flores e noutras cidades como Ovar e Sines, a tradição mais recente consiste nos desfiles de carros alegóricos autênticas caricaturas a personagens da atualidade e, por influência do Brasil, os desfiles de samba.

A sátira dos costumes, a ironia política e social é programa em Torres Vedras. Os reis do Carnaval dessa localidade recebem as “chaves da cidade” que são entregues pelo Presidente da Câmara deposto e acompanhados da comitiva dirigem-se aos Paços do Concelho para se proceder à leitura do discurso sobre o estado da nação.

Ano após ano o mundo pula e diverte-se!

 

 

 

 

 

A Professora,

Helena Serra,

23 / 02 / 2014

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Egitomania

24 Fev

A magia do Egito antigo pairou na nossa biblioteca.

O desafio foi lançado nas aulas de História aos alunos do 7º A e 7º B que com imaginação e criatividade, resolveram recriar, das formas mais diversas, aquela civilização tão fascinante quanto misteriosa.

Quem deu um pulinho à biblioteca, nestes últimos dias, teve oportunidade de apreciar os desenhos, as maquetas e os instrumentos concebidos por aqueles alunos.

                                                 A Professora,

                                                 Helena Serra

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01 / 12 / 2013

BIBLIOTECA ESCOLAR

18 Fev

Atividades dinamizadas no decorrer deste período nas várias Bibliotecas do Agrupamento:

Comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares:

Denominámos esta atividade “Onde Lês?” e recriámos diferentes espaços onde normalmente lemos: o quarto, a praia e a sala lá de casa.

Em articulação com o Clube de Línguas e a professora Cristina Costa foram realizadas leituras nestes espaços.

No âmbito da disciplina de Inglês, com a professora Helena Borralho, participámos no “The bookmark Project” promovido pelo IASL (International Association of School Librarians). Fizemos parceria com uma escola na Irlanda e eis o resultado:

A colega da escola irlandesa mandou a seguinte mensagem e foto:

The students were delighted to receive the bookmarks and remarked how beautiful they were. Thank you and your students for the hard work and well done on the beautiful craftwork in producing the bookmarks.

 Kind Regards

 Eileen Lynch

 Librarian.

Escritor do mês

Esta atividade divulga escritores que vêm a propósito de obras que estão a ser estudadas ou a pedido dos colegas de qualquer disciplina. Para sugestões poderão contactar a colega Ângela Romão que está responsável pela dinamização deste espaço.

 Ilustração realizada pelo aluno Luís Pereira com base na frase: “Uma biblioteca é um labirinto”, retirado da obra “Os Livros que devoraram o meu pai” de Afonso Cruz.

Dia da Música

Apresentação da Biblioteca da Escola de Monte Redondo aos mais pequeninos:

Apresentação do Projeto SOBE (saúde oral e bibliotecas escolares na escola de Monte Redondo):

Feira do Livro:

Este ano a opção foi por livros “low cost” para que pudéssemos chegar a um público mais vasto. Afinal, o importante é ler e motivar para a leitura e o nosso “Livrão” foi um sucesso. Sair da rotina é sempre uma coisa positiva e o resultado foi muito bom. Mais livrinhos novos vêm por aí. O nosso obrigada à editora “Palmo a Palmo” e a todos que colaboraram comprando livrinhos!

Concurso de Ilustração

A professora Cristina Santos, de acordo com as atividades delineadas pela Biblioteca Escolar, promoveu um concurso de ilustração baseado no texto “O meu caderno de folhas” retirado da obra Herbário de Jorge Sousa Braga e, em contexto de sala de aula realizou com os alunos variações do tema do poema, utilizando diversas técnicas.

Fundo documental

Com o grande apoio da CAP temos conseguido adquirir algumas obras que ainda não possuíamos, não só do Plano Nacional de Leitura e das Metas Curriculares, mas também literatura juvenil diversificada do agrado desta faixa etária.

Para o novo projeto proposto pela RBE “Amostras para ler +” vamos aumentar ainda mais o nosso fundo documental com obras das listas do PNL de leitura autónoma. Este projeto aplica-se ao 1º e 2º Ciclo e pretende que se fomente o gosto pela leitura nos alunos lendo excertos de obras de diversas áreas propostas para leitura autónoma e que por vezes passam despercebidas. Estamos neste momento a fazer uma seleção para aquisição de modo a que no 2º período se possa começar já a trabalhar.

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Torres da Leitura

10 Fev

Textos realizados pelos alunos do 8º A no âmbito da leitura e análise da obra “Os Livros que devoraram o meu pai” de Afonso Cruz, tendo em vista a participação na atividade “Torres de Leitura” na Escola Secundária Henriques Nogueira.

No início da leitura lançou-se um desafio…Afinal o que tinha acontecido ao senhor? Os livros tinham dentes? Onde será que ele foi parar?

 

Texto de João Pedro Santos 8ºA nº5:

“Entrei livro adentro e fui parar ao mundo das letras, ao mundo dos contos, da literatura, da poesia e da prosa, havia centenas de pessoas a trabalhar em cada letra, em cada frase e até em cada parágrafo.

Não sei como entrei neste mundo, perguntei a mim mesmo – “Será que é por eu ler tanto? Só sei que entrei aqui neste mundo lindo. A maioria das pessoas está na rua a ler muito atentamente cada palavra, cada frase. Cá dentro é o mundo dos livros, o paraíso, porque as pessoas em vez de trabalharem e ganharem o seu sustento preferiam estar a ler bonitos contos. Cá também há o cérebro do livro, é como uma Câmara Municipal, os habitantes têm muito respeito e muita consideração por ele.

Conheci pessoas novas, mas de repente, do nada, apercebi-me que estava outra vez na minha cadeira a ler o meu livro…”

Posteriormente, após a leitura de um excerto da obra, os alunos foram convidados a tentar explicar por palavras suas o que é para eles um bom livro e a literatura. O excerto que selecionei foi o seguinte:

“Podemos entrar livro adentro como aconteceu com o meu pai. É um processo tão simples quanto debruçarmo-nos numa varanda, só que muito menos perigoso, apesar de ser uma queda de vários andares.[…]O rés do chão não serve à literatura. Está muito bem para a construção civil, é cómodo para quem não gosta de subir escadas, útil para quem não pode subir escadas, mas para a literatura há que haver andares empilhados uns em cima dos outros. Escadas e escadarias, letras abaixo, letras acima.”

Texto de Diogo Fernandes 8ºA nº4

“ A leitura, na minha opinião, é como uma grande escadaria. Existe aquela leitura que a nossa mãe nos faz quando ainda não sabemos ler e vemos só as imagens. Seguidamente temos a leitura daqueles livros que têm uma ou duas frases por página, depois passamos para aqueles que têm uma página, depois passamos para aqueles que têm uma página com texto e outra com imagem. A seguir a este passamos ao livro que tem uma imagem de quinze em quinze páginas. E então chegamos ao livro sem imagens, começando por ser fininho, mas depois sendo mais e mais sumarento e assim sucessivamente.

Para mim um bom livro tem que dar para “espremer” até À última gota, tem que ter muito sumo. Mesmo que não seja muito grande Às vezes a quantidade não significa qualidade, um bom livro tem que nos tocar nos sentimentos, tem que nos fazer chegar a casa desejosso de o ir ler para descobrir o que é que se esconde atrás das letras, das palavras, das frases e dos parágrafos.

Isto para mim é um bom livro!”

 

asasa                           asas

Dianova

3 Fev

A nossa escola pauta-se pelo dinamismo e pela multiplicidade de atividades. Nesta sequência, no âmbito do Projeto Parlamento dos Jovens recebemos o precioso contributo, para o debate, realizado no passado dia 20 de novembro, do testemunho de dois utentes do centro terapêutico da Dianova, acompanhados por duas psicólogas.

    Vivem-se tempos difíceis e desta forma a pedido daquela instituição, mobilizaram-se os alunos do 9º A e 9º B, coordenados pelas professoras Helena Serra e Sérgia Santos, responsáveis por aquele projeto, na angariação de produtos alimentares. Desta feita foi conseguido um cabaz de Natal muito diversificado, o qual foi entregue no passado dia 26 de novembro.

    A todos os que, sem reservas, se prontificaram a ajudar, fica a certeza de que a vida se encarregará de retribuir felicidade. Esta não existe, mas às vezes acontece!

                                                                                                      

                                                                                                                        As Professoras,

                                                                                                                Helena Serra e Sérgia Santos

                                                                                                                          01 / 12 / 2013

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TORRES DE LEITURA

3 Fev

…com Margarida Fonseca Costa

Foi no dia 26 de novembro que o 6ºA e o 6ºC foram até à nossa escola sede, no âmbito do projeto “Torres de Leitura”, escutar e conversar com a escritora Margarida Fonseca Costa. Foram acompanhados pelas professoras Cristina Costa e Paula Mendes. Toda a logística desta viagem foi orientada pela nossa professora bibliotecária Anabela Vieira.

A escritora contou-lhes uma história para os cativar e motivar para o diálogo, à qual eles reagiram de uma forma muito positiva.

Surgiram então perguntas tais como “Como e quando é que começou a escrever?”, e para responder a esta questão a escritora fez-lhes um resumo da sua história de vida, que eles adoraram e acharam fantástica. Deu-lhes a conhecer o blog que ela gere e para o qual todos nós podemos enviar histórias dentro do âmbito dos temas que ela pede. Toda a temática tem como base principal a Escrita Criativa. E até à data, pelo que sei, alguns alunos já enviaram para lá alguns textos. O blog tem o seguinte endereço que passo a divulgar com a autorização da autora: http://77palavras.blogspot.com

…com Bárbara Esham

De seguida estava programada uma outra palestra com outra escritora, e para a qual a professora Cristina Costa tinha preparado com o 6ºA uma apresentação sobre o livro “Geniozinhos”. Porém a escritora, por motivos desconhecidos, não pode estar presente, pelo que foi feito um debate sobre esse mesmo tema, com a introdução a cargo dos alunos do 6ºA orientados pela sua professora de português, Cristina Costa, tendo como intermediário o jornalista João Morales, o qual esteve envolvido neste projeto desenvolvido pela livraria “Livro do Dia”. O debate foi interessante e profícuo.

Precisamos todos de mais iniciativas destas!

Boas festas e um 2014 cheio de emoções boas!

Professoras  Cristina Costa e Paula Mendes

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