Torres da Leitura

10 Fev

Textos realizados pelos alunos do 8º A no âmbito da leitura e análise da obra “Os Livros que devoraram o meu pai” de Afonso Cruz, tendo em vista a participação na atividade “Torres de Leitura” na Escola Secundária Henriques Nogueira.

No início da leitura lançou-se um desafio…Afinal o que tinha acontecido ao senhor? Os livros tinham dentes? Onde será que ele foi parar?

 

Texto de João Pedro Santos 8ºA nº5:

“Entrei livro adentro e fui parar ao mundo das letras, ao mundo dos contos, da literatura, da poesia e da prosa, havia centenas de pessoas a trabalhar em cada letra, em cada frase e até em cada parágrafo.

Não sei como entrei neste mundo, perguntei a mim mesmo – “Será que é por eu ler tanto? Só sei que entrei aqui neste mundo lindo. A maioria das pessoas está na rua a ler muito atentamente cada palavra, cada frase. Cá dentro é o mundo dos livros, o paraíso, porque as pessoas em vez de trabalharem e ganharem o seu sustento preferiam estar a ler bonitos contos. Cá também há o cérebro do livro, é como uma Câmara Municipal, os habitantes têm muito respeito e muita consideração por ele.

Conheci pessoas novas, mas de repente, do nada, apercebi-me que estava outra vez na minha cadeira a ler o meu livro…”

Posteriormente, após a leitura de um excerto da obra, os alunos foram convidados a tentar explicar por palavras suas o que é para eles um bom livro e a literatura. O excerto que selecionei foi o seguinte:

“Podemos entrar livro adentro como aconteceu com o meu pai. É um processo tão simples quanto debruçarmo-nos numa varanda, só que muito menos perigoso, apesar de ser uma queda de vários andares.[…]O rés do chão não serve à literatura. Está muito bem para a construção civil, é cómodo para quem não gosta de subir escadas, útil para quem não pode subir escadas, mas para a literatura há que haver andares empilhados uns em cima dos outros. Escadas e escadarias, letras abaixo, letras acima.”

Texto de Diogo Fernandes 8ºA nº4

“ A leitura, na minha opinião, é como uma grande escadaria. Existe aquela leitura que a nossa mãe nos faz quando ainda não sabemos ler e vemos só as imagens. Seguidamente temos a leitura daqueles livros que têm uma ou duas frases por página, depois passamos para aqueles que têm uma página, depois passamos para aqueles que têm uma página com texto e outra com imagem. A seguir a este passamos ao livro que tem uma imagem de quinze em quinze páginas. E então chegamos ao livro sem imagens, começando por ser fininho, mas depois sendo mais e mais sumarento e assim sucessivamente.

Para mim um bom livro tem que dar para “espremer” até À última gota, tem que ter muito sumo. Mesmo que não seja muito grande Às vezes a quantidade não significa qualidade, um bom livro tem que nos tocar nos sentimentos, tem que nos fazer chegar a casa desejosso de o ir ler para descobrir o que é que se esconde atrás das letras, das palavras, das frases e dos parágrafos.

Isto para mim é um bom livro!”

 

asasa                           asas

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