A ORIGEM DO CARNAVAL E A FESTA À PORTUGUESA

27 Fev

O Carnaval visita-nos todos os anos independentemente do nosso espírito mais ou menos folião. Saberão todos aqueles que brincam e se divertem da verdadeira origem destas festividades? Tristezas não pagam dívidas e a palavra de ordem é a diversão sob o lema de que é Carnaval, ninguém leva a mal!

Desta feita, para os mais curiosos ficam aqui algumas ideias sobre a origem do Carnaval…

O termo “Carnem levare ou carnelevarium” aparece nos séculos XI e XII, como véspera da quarta-feira de cinzas, altura em que começava a abstinência de carne, durante 40 dias, aos olhos da Igreja. Viria a ser a reunião de diversas festividades antes da Quaresma!

Todavia, já desde a Antiguidade há registos da celebração pelos Egípcios, numa homenagem à deusa Ísis e ao Touro Ápis. Os Gregos celebravam o regresso da Primavera e o renascer da Natureza.

Em todos os casos a festa estava associada a fenómenos astronómicos e a ciclos naturais, caracterizada por divertimentos públicos, bailes de máscaras, muitas vezes simbolizando a inexistência de classes sociais.

O Carnaval cristão é oficializado pela Igreja Católica no século VI ainda que com a imposição de cerimónias oficiais para moderar um pouco as brincadeiras.

Com o Concílio de Trento, em 1545, o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua e, a partir de 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas para a celebração do Carnaval. Porém, o motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa.

No Brasil há registos a partir de 1723, onde a principal diversão consistia em atirar água a quem passasse. O primeiro baile data de 1840.

Só em 1855 surgem clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. A primeira teve o seu início em 1928.

E como é por terras lusas? Uma festa!

No nosso país, as tradições do Carnaval são um misto de religiosidade e paganismo. Se o tempo é de preparação para a Quaresma, os rituais pagãos diretamente ligados a celebrações da Natureza também se fazem sentir. Festeja-se a morte das colheitas antigas e o germinar das novas.
Seja como for, a festa é uma constante, variando apenas as formas de manifestação.

Enraizadas no folclore português estão as máscaras com as quais qualquer transformação é possível. A sua origem encontra-se nos antigos rituais pagãos do culto dos mortos em que se acreditava que os espíritos deviam tomar a forma humana. Para a sua personificação, alguém trajava de branco e usava uma máscara.

Em Macedo de Cavaleiros pulam os Caretos com chocalhos num barulho assustador, implicando com as moças solteiras.

Em pleno Alentejo, na Amareleja, há tradições que se têm vindo a perder. Os “entrouxados” passeiam-se em pouco número pela vila com semanas de antecedência, atirando para dentro das casas através das janelas abertas, pedras muito quentes que escaldam as mãos de quem as tentar apanhar de seguida. Azar de quem deixar a casa a arejar nestes dias. As “caqueiradas” são outra modalidade das janelas abertas. Velhos potes de barro cheios de terra, cinza ou até excrementos de animais voam para dentro das casas deixando imundo os locais onde “aterram”. Será uma espécie de antepassado das bombinhas de mau cheiro?

Em Loulé, conhecidas são as batalhas de flores e noutras cidades como Ovar e Sines, a tradição mais recente consiste nos desfiles de carros alegóricos autênticas caricaturas a personagens da atualidade e, por influência do Brasil, os desfiles de samba.

A sátira dos costumes, a ironia política e social é programa em Torres Vedras. Os reis do Carnaval dessa localidade recebem as “chaves da cidade” que são entregues pelo Presidente da Câmara deposto e acompanhados da comitiva dirigem-se aos Paços do Concelho para se proceder à leitura do discurso sobre o estado da nação.

Ano após ano o mundo pula e diverte-se!

 

 

 

 

 

A Professora,

Helena Serra,

23 / 02 / 2014

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